sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

OS EXILADOS DE MONT PARNASSE Jean Paul Caracalla


Seria muito bom poder dizer que este é um livro de história da cultura, ou pelo menos um bom livro sobre um momento e uma geração excepcionalemtne importantes na história da literatura, o de escritores anglófonos que povoaram Paris na primeira metade do século XX. Joyce, Fitzgerald, Hemingway, Beckett, entra tantos outros, além da incontável constelação de editores, entusiastas, mecenas, etc, etc. Enfim, o período mereceria uma abordagem com um mínimo de talento e de profundidade.

O livro de Caracalla é, ao contrário, um superficial (e mal escrito) caldo de anedotas e historietas sobre estes personagens. Estranhamente o autor não consegue nem mostrar um mínimo de entusiasmo pela matéria que se propõe a contar, o que nos poupa de exclamações e de personagens pretensamente chocantes, a não ser talvez no caso de Joyce e de Fitzgerald, mas parece aí mas um caso de antipatia de um escritor medíocre em relação a figuras que necessariamente não poderia entender.

É interessante comparar esta obra com o "Instante Contínuo", de Geoff Dyer, aí sim uma mistura de narrativa, história e ensaio, talvez não propriamente profunda mas que ao menos respeita o fluxo do espírito. Caracalla o massacra...

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